Notícias e Informativo Gerais

Informe Econômico SIMECS

Ritmo de Contratações Continua Lento

O indicador de tendência de emprego medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), atingiu seu menor nível desde outubro do ano passado. O fato mostra que as empresas ainda não voltaram a contratar de forma mais sólida, manifestando a cautela dos empresários em relação à retomada da economia. Um fator relevante nesse contexto é o cenário de incertezas políticas e econômicas, que continua surtindo seus efeitos sobre o consumo e as vendas. Tal fato acarreta uma consequente capacidade ociosa na indústria. Em números específicos, o chamado Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), mostrou queda de 5,8 pontos em março, chegando ao menor nível em cinco meses (93,5 pontos). A queda se deu após um momento de maior otimismo, após avanço da métrica em quatro meses consecutivos. Vale lembrar que no trimestre fechado em fevereiro, a taxa de desemprego no Brasil voltou ao patamar de meados do ano passado, atingindo a marca de 12,4% da população economicamente ativa. Em números absolutos, isso equivale a um contingente de mais de 13 milhões de desempregados, segundo os últimos dados divulgados pelo IBGE.

FMI reduz previsão para o PIB do Brasil em 2019

De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB do país para este ano será menor do que o projetado. O dado consta do relatório "World Economic Outlook", divulgado na terça-feira (9) pela entidade. Nesse sentido, a previsão caiu 0,4 ponto percentual, ficando em uma estimativa de expansão de 2,1%. Importante destacar que em janeiro, o próprio FMI havia previsto que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceria 2,5% neste ano – indicando até uma ligeira melhora em relação à projeção feita outubro do ano passado, que marcava expansão de 2,4% na atividade econômica em 2019. Por parte do Fundo, a boa notícia é a melhora na expectativa para o próximo ano, com projeção de crescimento na casa dos 2,5% – um incremento de 0,3 ponto percentual em relação à projeção feita em janeiro. De acordo com os analistas de mercado, o pessimismo do FMI em relação à retomada da economia brasileira, se deve ao alto déficit das contas públicas, dependentes das reformas para começar a ser equilibrado. Ainda de acordo com o relatório, a expansão projetada para o Brasil em 2019 é menos da metade da esperada para os países emergentes, de 4,4%. Nesse contexto, os motores da expansão continuarão a ser a China e a Índia, que devem crescer 6,3% e 7,3%, respectivamente.

Fonte: Assessoria Econômica



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