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Informe Econômico SIMECS

REMENDOS À REFORMA DA PREVIDÊNCIA PODEM COMPROMETER AGENDA DO GOVERNO

Após o envio da Reforma da Previdência ao Congresso, a principal preocupação agora recai sobre o formato de sua aprovação. Isso porque, caso o texto original seja muito modificado, irá colocar em risco o andamento de outras reformas contidas na agenda liberal do governo. De acordo com o analista João Borges, do portal G1, o ministro da economia, Paulo Guedes, considera que a economia gerada pelas modificações na previdência tenha de ser no mínimo de R$ 1 trilhão, de forma a garantir o andamento da agenda econômica pretendida pelo governo. Nesse sentido, são altamente dependentes da Reforma da Previdência a redução da carga de impostos das empresas e a simplificação do sistema tributário, a redução do custo de contratação de jovens no mercado de trabalho, bem coimo o programa de redução das tarifas de energia. Essas medidas são indispensáveis para a geração de investimento por parte das empresas, com o consequente aumento de produção e do consumo das famílias. Assim, segundo o governo, se a economia gerada pela Reforma da Previdência for ameaçada, isso colocará em risco as demais ações citadas. Sem elas, as chances de se destravar a economia e retomar o crescimento serão drasticamente diminuídas. Um exemplo simples pode ser visto em relação à redução da idade mínima para a aposentadoria das mulheres: a diminuição de 65 anos (defendida pela equipe econômica) para 60 anos, trará uma diminuição na economia, em 10 anos, da ordem de R$ 100 bilhões.

CHINA VAI CRESCER MENOS EM 2019

O assombroso crescimento da economia chinesa nos últimos anos mostra que está perdendo fôlego. Embora ainda em patamares bastante altos para os padrões das outras nações, o país asiático anunciou na terça-feira (5) uma meta de crescimento econômico para 2019 de 6% a 6,5%, um décimo a menos do observado no ano passado, quando o país cresceu 6,6%. Foi o menor crescimento da China desde 1990. A guerra comercial com os Estados Unidos e o enfraquecimento da demanda doméstica, são os motivos mais apontados para a desaceleração chinesa. Analistas independentes, no entanto, estimam que o desempenho da economia foi muito pior do que a cifra oficial. Este ano, três quartos das províncias do país reduziram sua meta de crescimento anual. A ideia de que a china “mascare” resultados econômicos não é nova. Nesse sentido, estima-se que a queda no crescimento econômico chinês seja ainda mais acentuada do que quer fazer crer o governo. Quedas à parte, o governo chinês anunciou investimentos em infraestrutura bastante expressivos para este ano, como projetos ferroviários no valor de US$ 120 bilhões e construção de estradas e vias fluviais e marítimas com investimentos de quase US$ 270 bilhões. No campo do emprego, as autoridades chinesas esperam gerar mais de 11 milhões de novos postos de trabalho em áreas urbanas, mantendo as taxas oficiais de desemprego atuais, entre 4,5% e 5,5%.

Fonte: Assessoria Econômica



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