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Informe Econômico SIMECS

ECONOMIA CRESCE MENOS DO QUE O ESPERADO, DIZ FGV

A pesquisa Monitor do PIB do mês de novembro, realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostrou que a economia brasileira ainda não engatou um ritmo sólido de retomada do crescimento. De acordo com os dados, a média de crescimento mensal dos últimos cinco meses ficou em 0,1%. Ainda, e não obstante o fim da recessão, a expectativa de crescimento para o ano passado é de 1,3%. Em 2017, primeiro ano após o término da recessão de 2015/16, o crescimento da atividade econômica ficou em 1,1%. De acordo com o relatório da entidade, a ausência de uma retomada mais robusta está associada ao forte desequilíbrio fiscal ainda reinante, bem como à necessidade das reformas estruturais, principalmente a da Previdência (veja texto na sequência). Em relação ao mês de novembro, o crescimento da atividade ficou em 0,3%, na comparação com outubro; na comparação com o mesmo mês do ano passado, a alta foi maior, de 1,5%. Quando a análise recai sobre o trimestre encerrado em novembro, o crescimento foi de 1,4% na comparação com os três meses anteriores – mesma variação registrada frente aos meses de setembro a novembro de 2017. A entidade destacou, ainda, que a taxa de investimento permanece no mesmo patamar de janeiro de 2000, em 18,3% do PIB. Isso mostra que os investimentos em produção ainda não voltaram com a intensidade vivida em outras épocas, como 2013, maior ápice da história e com taxa que atingiu 24,2%. A expectativa, para este ano, é que as reformas necessárias ocorram de forma célere, aumentando a confiança do mercado e a consequente volta dos investimentos por parte dos empresários, e do consumo das famílias, ainda receosas em relação à economia. Os dados foram divulgados na segunda-feira (21).  

AJUSTE FICAL PRECISARÁ SER DE R$ 300 BILHÕES

O tão falado ajuste fiscal – condição indispensável para arrumar as contas públicas e principal meta do novo governo – já tem estimativa de tamanho: 300 bilhões de Reais. Esse é o montante estimado para deixar as contas públicas no azul e conseguir estancar o endividamento do país. O valor, calculado por bancos e consultorias e divulgado pelo portal G1, dá a medida do esforço que deverá ser feito para que o país volte a ter superávit primário. Em outras palavras, significa a economia que a União deve fazer para estancar a dívida pública. Os principais cortes que precisam ser feitos dizem respeito à Previdência Social (impacto fiscal de R$ 9 bilhões), salário mínimo sem ganho real (impacto de R$ 7,5 bilhões), corte no reajuste para o funcionalismo público (impacto de R$ 9 bilhões), reoneração da folha de pagamento (impacto de R$ 9 bilhões) e revisão das renúncias fiscais (impacto de R$ 10 bilhões). Além da dificuldade para aprovação das reformas há outro agravante na busca do equilíbrio fiscal: aproximadamente 90% do orçamento do governo está atrelado a despesas obrigatórias, o que limita drasticamente o potencial de cortes. Um grande desafio a ser encarado pela nova equipe econômica. 

Fonte: Assessoria Econômica



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