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Informe Econômico SIMECS

ROTA 2030 ESTIMULA INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA

O novo programa de incentivos para a indústria automobilística, batizado de Rota 2030, e sancionado pelo presidente Michel Temer na terça-feira (11), promete impulsionar a inovação tecnológica no setor. O projeto foi criado com o intuito de gerar incentivos, para que as montadoras busquem maior aprimoramento tecnológico, principalmente relacionados à segurança e eficiência energética. De forma mais específica, os fabricantes de veículos deverão, até 2022, melhorar em 11% a meta de eficiência em curso no programa anterior (Inovar Auto). O objetivo é trazer um impacto positivo sobre o consumo de combustível e emissão de poluentes dos carros a serem fabricados nos próximos anos. Ao mesmo tempo, e até 2027, todos os automóveis deverão incorporar as chamadas tecnologias assistivas, as quais auxiliam os motoristas na condução dos veículos. O incentivo fiscal ligado ao projeto envolve subsídios de até R$ 1,5 bilhão/ano; a contrapartida é que as montadoras invistam pelo menos R$ 5 bilhões em pesquisa no país. Em relação aos veículos elétricos e híbridos, o programa prevê redução do IPI dos atuais 25%, para uma faixa entre 7% e 20%. Sobre os veículos híbridos, ainda, haverá desconto extra para aqueles com motores Flex. Empresas que não aderirem ao programa ou que descomprimirem metas, poderão ser multadas em até 20% do faturamento. O Rota 2030 possui um horizonte de longo prazo: de acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o regime foi dividido em 3 ciclos de investimentos, que perdurarão ao longo dos 15 anos estipulados para o programa.

PIB DEVE ACELERAR EM 2019

A melhora na confiança de empresários e consumidores, já sentida nos últimos meses, lança um prognóstico positivo sobre o crescimento da economia em 2019. Nesse sentido, as estimativas seguem apontando um incremento na atividade econômica entre 2,5% e 3% para o próximo ano, um ritmo bem mais marcante do que o observado ao longo de 2018. Entretanto, a urgência das reformas se faz ainda mais presente para a manutenção desse prognóstico. Nesse contexto, o desequilíbrio fiscal das contas públicas é a maior ameaça em relação à tomada do crescimento no país. A esse respeito, investidores estrangeiros continuam ainda cautelosos em relação ao Brasil, não espelhando o mesmo tom de otimismo manifestado pelos agentes nacionais.  Aspecto positivo na retomada, se prevê, será a ausência de uma maior pressão inflacionária, por forma do grande volume ocioso na economia. Em outras palavras: o aumento esperado do consumo não deverá trazer maiores consequências sobre a inflação. Em consequência, espera-se também uma trajetória mais tranquila em relação à taxa de jutos, o que deverá impulsionar o crédito e os financiamentos.

Fonte: Assessoria Econômica



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